A Razão Maravilhosa


Uma exploração da razão maravilhosa. Ela é derivada de diferentes maneiras, e aplicada a retângulos comuns.

[Direções : Execute primeiramente a seção Code Resource. Embora não haja output imediato, essas definições serão usadas posteriormente nessa worksheet.]

  0. Código

>    restart;
with(plots):

Warning, the name changecoords has been redefined

>    cpk  := 'COLOR(RGB, .9, .4, .42)':
csl  := 'COLOR(RGB, .5, .5, .85)':
csl2  := 'COLOR(RGB, .3, .3, .5)':

cbr  := 'color = COLOR(RGB, .6, .6, .4), filled = true':

>    scanft := 'scaling = constrained, axes = none, filled = true':

>   

  1. Solução de uma Equação Quadrática


Nós começamos nossa jornada com essa equação quadrática desfavorável, que tem coeficientes de 1 ou -1, e solucionamos.

>    x^2 - x - 1 = 0;
solve(%,x);

x^2-x-1 = 0

1/2+1/2*5^(1/2), 1/2-1/2*5^(1/2)


Existem duas soluções, mas a raíz positiva é chamada de razão maravilhosa ratio - por razões que ainda não são evidentes. Este é um número irracional estimado pelos gregos antigos, e supostamente usado na arquitetura do Parthanon.

>    g := (1 + sqrt(5) )/2;
evalf(%, 40);

g := 1/2+1/2*5^(1/2)

1.618033988749894848204586834365638117720


Como nós veremos, esse número especial aparece em vários lugares - embora existam mais do que nós possamos verificar. Esse número é algumas vezes simbolizado por
phi , depois do escultor grego Phidias, no entanto, nós usaremos g, para  "número maravilhoso", aqui apenas por conveniência.
 

  2. Retângulos Similares Infinitos


Imagine que nós temos um retângulo comum de dimensões de base x, e altura 1.

>    g := evalf( (1 + sqrt(5) )/2):
r1 := [[0,0],[g,0],[g,1],[0,1],[0,0]]:

display( plot( r1, color = cpk, scanft ),
textplot( [g/2, -.1, `x`]), textplot( [-.1 , 1/2, 1]));

[Maple Plot]


O lado de altura 1, é menor do que a maior largura do lado x, assim nós podemos medir 1 unidade na base, e criar uma unidade quadrada, dentro desse retângulo.

>    s1 := [[0,0],[1,0],[1,1],[0,1],[0,0]]:
display( [ plot( s1, color = white),
           plot( [s1,r1], color = [csl2,cpk], scanft),
           textplot( [g/2, -.1, `x`]), textplot( [-.1 , 1/2, 1]),
           textplot( [1/2 ,+.1, 1]) ], textplot( [(1+g)/2 ,+.05, `x-1`]) );

[Maple Plot]


Esse procedimento pode funcionar em qualquer retângulo com base maior do que altura. No entanto, suponha que nós coloquemos uma condição adicional. O retângulo vermelho a direita é semelhante ao retângulo original - como triângulos similares. Isto é, a razão desta largura para esta altura é igual a razão da largura para altura do triângulo original. Isso não é verdade. No entanto, é verdade apenas o número x a direita.

Vamos encontrar x - escrevendo esta equação de razões e solucionando. Olhe atentamente para o diagrama acima, e encontre a largura e altura dos dois retângulos.

                                                                      
Lado Menor            Lado Maior
    
                        Retângulo Original                  1                               x

                        Retângulo Menor                   x  - 1                         1

>    1/x = (x-1)/1;

1/x = x-1

>    lhs(%)*x = rhs(%)*x;

1 = (x-1)*x

>    sort(simplify(  rhs(%) - lhs(%)),x) = 0;

x^2-x-1 = 0

>    solve(%);
evalf(%, 15);

1/2+1/2*5^(1/2), 1/2-1/2*5^(1/2)

1.61803398874990, -.618033988749900


Bem aqui está. A solução positiva é a razão maravilhosa ratio. (Obviamente, que a solução negativa não deve ser jogada fora, porque nós podemos fazer uma medida negativa dos lados.) A razão maravilhosa ratio, ou número maravilhoso, é o comprimento do lado que torna isso proporcionalmente verdadeiro - e este é o único número que faz isso.


Já qu eo retângulo menor é uma cópia menor do original, nós podemos fazer a mesma cois com ele - faça um quadrado com o lado menor, e corte o quadrado para sobrar um retângulo ainda menor.

>    g2 := g - 1;
s2 := [[1,g2],[g,g2],[g,1],[g,g2],[1,g2]]:
display([plot( {s1,s2}, color = white),
         plot( [s2,s1,r1], color = [csl2,csl,cpk], scanft ),
         textplot( [g/2, -.1, '`g`']), textplot( [-.1 , 1/2, 1]),
         textplot( [1/2 ,+.1, 1]),  
         textplot( [(1+g)/2 ,+.05, `g-1`]),textplot( [g -.05, g2/2, `g-1`]),
         textplot( [1+.08,(1+g2)/2 ,`2-g`]),textplot([(1+g)/2 ,g2 +.05, `g-1`])
        ]);

g2 := .618033988

[Maple Plot]


Agora esse terceiro retângulo é similar ao segundo, e portanto ao original também ! Vamos agora fazer um quadrado da sua base. Nós podemos continuar esse processo ... infinitamente! Cada retângulo é similar ao original.

>    g3 := 1 - g2;
s3 := [[1,g2],[1 + g3,g2],[1 + g3,1],[1,1],[1,g2]]:

display([ plot( {s1,s2,s3}, color = white),
          plot( [s3,s2,s1,r1], color = [csl,csl,csl,cpk], scanft ),
           textplot( [g/2, -.1, '`g`']), textplot( [-.1 , 1/2, 1]),
           textplot( [1/2 ,+.1, 1]),  
           textplot( [(1+g)/2 ,+.05, `g-1`]),textplot( [g -.05, g2/2, `g-1`]),
           textplot( [1+.08,(1+g2)/2 ,`2-g`]),textplot([(1+g)/2 ,1 +.05, `g-1`]),
           textplot( [1+g3+.08,(1+g2)/2 ,`2-g`]),
           textplot( [1+g3/2 ,g2 +.05, `2-g`])
        ]);

g3 := .381966012

[Maple Plot]

>    g4 := g2 - g3;
s4 := [[1+g3,g2],[g,g2],[g,g2+g4],[1+g3,g2+g4],[1+g3,g2]]:
display( [plot( {s1,s2,s3,s4}, color = white),
          plot( [s4,s3,s2,s1,r1], color = [csl,csl,csl,csl,cpk], scanft )]);

g4 := .236067976

[Maple Plot]

>    g5 := g3 - g4;
s5 := [[1+g3,g2+g4],[1+g3+g5,g2+g4],[1+g3+g5,1],[1+g3,1],[1+g3,g2+g4]]:
display( [plot( {s1,s2,s3,s4,s5}, color = white),
          plot( [s5,s4,s3,s2,s1,r1],color=[csl,csl,csl,csl,csl,cpk],scanft)]);

g5 := .145898036

[Maple Plot]

>    g6 := g4 - g5;
s6 := [[1+g3+g5,g2+g4],[g,g2+g4],[g,g2+g4+g6],[1+g3+g5,g2+g4+g6],[1+g3+g5,g2+g4]]:
display( [plot( {s1,s2,s3,s4,s5,s6}, color = white),
          plot( [s6,s5,s4,s3,s2,s1,r1],color=[csl,csl,csl,csl,csl,csl,cpk],
                scanft)]);

g6 := .90169940e-1

[Maple Plot]

>    g7 := g5 - g6;
s7 := [[1+g3+g5,1-g7],[1+g3+g5+g7,1-g7],[1+g3+g5+g7,1],
       [1+g3+g5,1],[1+g3+g5,1-g7]]:
display( [plot( {s1,s2,s3,s4,s5,s6,s7}, color = white),
          plot( [s7,s6,s5,s4,s3,s2,s1,r1],color=[csl,csl,csl,csl,csl,csl,csl,cpk],
                scanft)]);

g7 := .55728096e-1

[Maple Plot]

Como você pode ver, não existe final para esse processo. Isso acontece porque a similaridade dos primeiros dois retângulos é contínua.

Observe que o retângulo original está sendo gradualmente coberto por uma série de quadrados. O comprimento desses lados desses quadrados são ...

>    g||1:= 1: for k from 1 to 7 do g||k; od;

1

.618033988

.381966012

.236067976

.145898036

.90169940e-1

.55728096e-1


Se nós adicionarmos as áreas desses retângulos, que são as somas dos quadrados desses números, nós obteremos um número muito próximo ao número maravilhoso, g. Se nós continuarmos infinitamnete, nós obteremos exatamente isso, já que a área do triângulo original também é g.

>    'g1^2 + g2^2 + g3^2 + g4^2 + g5^2 + g6^2 + g7^2': '%' = %;

g1^2+g2^2+g3^2+g4^2+g5^2+g6^2+g7^2 = 1.616114609

>    g;

1.618033988

  3. A Proporção Mais Bonita


Foi dito que a razão maravilhosa ratio é a mais bonita das razões. Em vários tipos de arte e arquitetura, ele é supostramente a visão mais natural. Ele foi chamado de  "razão divina" por Leonardo Da Vinci, e alguns dizem que a face da Mona Lisa se adapta ao retângulo. Segundo o que dizem, é a razão da altura pela largura do Parthenon Grego, uma área famosa de Atenas construída em  447 a.c., e chamada de "o mais perfeito poema do mundo feito em pedra"  por um autor francês.

Vamos compará-la a alguns retângulos comuns que nós vemos todo dia. Aqui estão alguns retângulos comuns, seguidos pela sua razão, e o percentual de comparação ao número maravilhoso.

>    g := evalf( (1 + sqrt(5))/2, 15);

g := 1.61803398874990

>    `5 x 8 photograph`;  evalf(8/5,8); evalf(%/g,3);

`5 x 8 photograph`

1.6000000

.988

>    `8 x 10 photograph`;  evalf(10/8,8); evalf(%/g,3);

`8 x 10 photograph`

1.2500000

.772

>    `5 x 7 photograph`;  evalf(7/5,8); evalf(%/g,3);

`5 x 7 photograph`

1.4000000

.864

>    `11 x 17 artwork`;  evalf(17/11,8); evalf(%/g,3);

`11 x 17 artwork`

1.5454545

.957

>    `640 x 480 web page`;  evalf(640/480,8); evalf(%/g,3);

`640 x 480 web page`

1.3333333

.821

>    `1024 x 768 Computer monitor`;  evalf(1024/768,8); evalf(%/g,3);

`1024 x 768 Computer monitor`

1.3333333

.821

>    `8.5 x 11 piece of paper`;  evalf(11/8.5,8); evalf(%/g,3);

`8.5 x 11 piece of paper`

1.2941176

.796

>    `2.25 x 1.5 business card`;  evalf(2.25/1.5,8); evalf(%/g,3);

`2.25 x 1.5 business card`

1.5000000

.926

>    `94 x 50 Official Basketball Court`;  evalf(94/50,8); evalf(%/g,3);

`94 x 50 Official Basketball Court`

1.8800000

1.16

>    `64 x 100 Smaller Soccer/Football Field `;  evalf(100/64,8); evalf(%/g,3);

`64 x 100 Smaller Soccer/Football Field `

1.5625000

.963

>    `75 x 110 Larger Soccer/Football Field `;  evalf(100/64,8); evalf(%/g,3);

`75 x 110 Larger Soccer/Football Field `

1.5625000

.963

>    `64 x 105 Smaller Soccer/Football Field `;  evalf(105/64,8); evalf(%/g,3);

`64 x 105 Smaller Soccer/Football Field `

1.6406250

1.01



Outra aplicação da razão maravilhosa ratio são as pirâmides egípcias. A grande pirâmide em Giza ascende em um ângulo de 51 graus, 54 minutos. Qual a medida de um triângulo retângulo (formado pelo desenho diagonal do retângulo maravilhoso).

>    evalf( arctan(g)*180/Pi);
floor(%), `deg`, round((%-floor(%))*60), `min`;

58.28252557

58, deg, 17, min

Bem isto não está terminado. No entanto, se você criar uma triânguloonde a hipotenusa é g, e a base é 1, você obtém o ângulo...que é mais próximo a isso

>    evalf( arcsec(g)*180/Pi);
floor(%), `deg`, round((%-floor(%))*60), `min`;

51.82729237

51, deg, 50, min


Isso significa que o comprimento da face da pirâmide é mais ou menos g vezes a base. Os egípcios tinham esse propósito?
 

  4. Números Fibonacci


Se nós retirássemos nossa atenção da geometria e a colocássemos para uma simples sequência recursiva de números, os números Fibonnaci, nós encontraremos uma conexão totalmente inesperada. Os números Fibonnaci são definidos por duas sementes, os dois primeiros elementos são 0 e 1. Então você obtém o próximo, e os membros subsequentes da lista adicionando od dois anteriores.

>    F||0 := 0; F||1 := 1;

F0 := 0

F1 := 1

>    for k from 2 to 20 do F||k := F||(k-1) + F||(k-2); od;

F2 := 1

F3 := 2

F4 := 3

F5 := 5

F6 := 8

F7 := 13

F8 := 21

F9 := 34

F10 := 55

F11 := 89

F12 := 144

F13 := 233

F14 := 377

F15 := 610

F16 := 987

F17 := 1597

F18 := 2584

F19 := 4181

F20 := 6765

>    plot( F||(floor(x)), x = 0..12.9, thickness = 2, title=`Fibonnacci Plot`, cbr);

[Maple Plot]


E se nós pegássemos a razão de números Fibonacci consecutivos? Isto é pegar um número e dividir pelo anterior, e então o próximo número, e dividir pelo seu anterior. O que acontecerá a essas razões?

>    for k from 2 to 20 do;
F||k/F||(k-1) = evalf(F||k/F||(k-1), 15); od;

1 = 1.

2 = 2.

3/2 = 1.50000000000000

5/3 = 1.66666666666667

8/5 = 1.60000000000000

13/8 = 1.62500000000000

21/13 = 1.61538461538462

34/21 = 1.61904761904762

55/34 = 1.61764705882353

89/55 = 1.61818181818182

144/89 = 1.61797752808989

233/144 = 1.61805555555556

377/233 = 1.61802575107296

610/377 = 1.61803713527851

987/610 = 1.61803278688525

1597/987 = 1.61803444782168

2584/1597 = 1.61803381340013

4181/2584 = 1.61803405572755

6765/4181 = 1.61803396316671


Esses números parecem similares ao número maravilhoso. Poderiam ser?

>    (1 + sqrt(5))/2;
g := evalf(%, 15);

1/2+1/2*5^(1/2)

g := 1.61803398874990


Vamos ver quão perto esses números chegam da razão maravilhosa ratio. Se nós dividirmos cada um deles por g, e multiplicarmos por 100, iremos obter a percentagem desses números que está de acordo com o número maravilhoso.

>    for k from 2 to 20 do;
   print(evalf( 100* (F||k/F||(k-1))/g, 15));
od:

61.8033988749893

123.606797749979

92.7050983124839

103.005664791649

98.8854381999829

100.430523171858

99.8362597211368

100.062645797602

99.9760864154239

100.009136361346

99.9965105393087

100.001332901893

99.9994908835663

100.000194466163

99.9999257206796

100.000028372196

99.9999891627882

100.000004139446

99.9999984188719



Isso é muito interessante porque essas razões Fibonacci ficam um pouco maiores do que um pouco menores que g, mas pelo 20th, elas estão de acordo com 1 décima-milésima parte de uma percentagem! Se nós a favorecermos ela pode ser mais precisa..

>    for k from 2 to 50 do;
       F||k := F||(k-1) + F||(k-2):
       print(evalf( 100* (F||k/F||(k-1))/g, 15));
od:

61.8033988749893

123.606797749979

92.7050983124839

103.005664791649

98.8854381999829

100.430523171858

99.8362597211368

100.062645797602

99.9760864154239

100.009136361346

99.9965105393087

100.001332901893

99.9994908835663

100.000194466163

99.9999257206796

100.000028372196

99.9999891627882

100.000004139446

99.9999984188719

100.000000603937

99.9999997693163

100.000000088113

99.9999999663437

100.000000012855

99.9999999950891

100.000000001875

99.9999999992831

100.000000000273

99.9999999998949

100.000000000040

99.9999999999845

100.000000000006

99.9999999999975

100.000000000001

99.9999999999994

100.000000000000

99.9999999999994

100.000000000000

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994

99.9999999999994


Quase chegamos a 100%! Iremos provar que esses números convergem para a razão maravilhosa ration na próxima seção.

Por falar nisso, aqui está F50/F49, apenas para mostrar quão grandes os números podem ser.

>    F||40/F||39;

102334155/63245986



 

  5. Frações Contínuas


Aqui está outro lugar onde a razão maravilhosa ratio aparece. Vamos recordar o que g ae sua aproximação decimal são.

>    g := (1 + sqrt(5))/2;
g := evalf(%, 25);

g := 1/2+1/2*5^(1/2)

g := 1.618033988749894848204587


Agora nós formamos uma série de frações complexas com total 1, que são muito mais complicadas :
    1,       
1+1/1 ,        1+1/(1+1/1) ,       1+1/(1+1/(1+1/1)) ,          1+1/(1+1/(1+1/(1+1/1))) ,       1+1/(1+1/(1+1/(1+1/(1+1/1)))) ,     ...

>    x||1 := 1;

x1 := 1

>    for k from 2 to 15 do
x||k := 1 + 1/( 1 + x||(k-1)); od;

x2 := 3/2

x3 := 7/5

x4 := 17/12

x5 := 41/29

x6 := 99/70

x7 := 239/169

x8 := 577/408

x9 := 1393/985

x10 := 3363/2378

x11 := 8119/5741

x12 := 19601/13860

x13 := 47321/33461

x14 := 114243/80782

x15 := 275807/195025


Nós podemos reconhecer esses números como números Fibonnaci....que tendem para o número maravilhoso!

>    for k from 1 to 15 do x||k = evalf(x||k); od;

1 = 1.

3/2 = 1.500000000

7/5 = 1.400000000

17/12 = 1.416666667

41/29 = 1.413793103

99/70 = 1.414285714

239/169 = 1.414201183

577/408 = 1.414215686

1393/985 = 1.414213198

3363/2378 = 1.414213625

8119/5741 = 1.414213552

19601/13860 = 1.414213564

47321/33461 = 1.414213562

114243/80782 = 1.414213562

275807/195025 = 1.414213562


Vamos ver se nós podemos provar que esses números tendem para o número maravilhoso. Observe que uma fração complexa infinita desse tipo tem uma certa similaridade - por causa da natureza infinita dessa lista de radicais embutidos. Uma vez que infinito é ainda infinito
            
x = 1+1/(1+1/(1+1/(1+1/(1+1/`...`))))

Portanto nós temos esses tipos de relação

             x = 1+1/x


Se solucionarmos essa equação, veremos qual valor poderia ser de uma expressão desse tipo com um número infinito de 1's incluído.

>    x:='x':
x = 1 + 1/x;

x = 1+1/x

>    lhs(%)*x = simplify(rhs(%)*x) ;

x^2 = x+1

>    x^2 - x - 1 = 0;

x^2-x-1 = 0

>    solve(%);

1/2+1/2*5^(1/2), 1/2-1/2*5^(1/2)

>    evalf(%,25);

1.618033988749894848204587, -.6180339887498948482045870


Esses números parecem familiares!


 

  6. Radicais Infinitos


Aqui está outro lugar onde a razão maravilhosa ratio aparece. Vamos recordar o que g e sua aproximação decimal são.

>    g := (1 + sqrt(5))/2;
g := evalf(%, 25);

g := 1/2+1/2*5^(1/2)

g := 1.618033988749894848204587


Agora nós formamos uma série de radicais com total 1.

>    x||1 := sqrt(1);

x1 := 1

>    for k from 2 to 15 do
x||k := sqrt( 1 + x||(k-1)); od;

x2 := 2^(1/2)

x3 := (1+2^(1/2))^(1/2)

x4 := (1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x5 := (1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x6 := (1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x7 := (1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x8 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x9 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x10 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x11 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x12 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x13 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x14 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)

x15 := (1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2)


Se nós calcularmos numericamente, obteremos.

>    for k from 1 to 15 do x||k = evalf(x||k); od;

1 = 1.

2^(1/2) = 1.414213562

(1+2^(1/2))^(1/2) = 1.553773974

(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.598053182

(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.611847754

(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.616121206

(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.617442798

(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.617851290

(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.617977531

(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.618016542

(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.618028597

(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.618032323

(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.618033474

(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.618033830

(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.618033940
(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+(1+2^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2))^(1/2) = 1.618033940


Hmmm. Curioso. Aqueles números paracem similares a razão maravilhosa ratio. Vamos ter alguma idéia de quão próximos aqueles números estão do número maravilhoso. Se nós dividirmos cada um por g,  e depois multiplicarmos por 100 para expressar como percentagem...

>    for k from 1 to 15 do 100*evalf(x||k / g)  ; od;

61.80339887

87.40320486

96.02851267

98.76511822

99.61766966

99.88178352

99.96346239

99.98870859

99.99651071

99.99892172

99.99966676

99.99989704

99.99996818

99.99999018

99.99999698


Parece qe esses números chegam REALMENTE perto de ser o mesmo que g. Podemos provar it? Observe que um radical infinito desse tipo tem uma certa similaridade - por causa da natureza infinita dessa lista de radicais incluídos. Dessa observação, nós podemos obter essas equações ...
 

       
x = sqrt(1+sqrt(1*sqrt(1+sqrt(1+sqrt(1+`...`)))))


        
x = sqrt(1+x)

Se nós pegarmos o primeiro exemplo como uma equação, e resolvendo-a, nós saberemos que valor poderia ser o de uma expressãodesse tipo com um número infinito de termos dentro.

>    x = sqrt( 1 + x);

x = (x+1)^(1/2)

>    lhs(%)^2 = rhs(%)^2;

x^2 = x+1

>    x^2 - x - 1 = 0;

x^2-x-1 = 0

>    solve(%);

1/2+1/2*5^(1/2), 1/2-1/2*5^(1/2)

>    evalf(%,25);

1.618033988749894848204587, -.6180339887498948482045870

>   

>   

>   


Esses números parecem familiares!